O ano do feito à mão consagrado

O ano do feito à mão consagrado

O mundo cansou do igual, e definitivamente este é o ano que o feito à mão veio para ficar. A moda e o décor deixaram de ser só tendência, elas expressam a identidade de quem as usa e de como elas moram. E as peças artesanais trazem o que todo mundo quer hoje: mais autenticidade. E não é só no Brasil que o feito à mão cresceu, é um movimento global. Cerâmica, crochê, tricô, tear, macramê, pintura manual, velas artesanais, tudo voltou. As pessoas querem conhecer o processo, o artista, o artesão. Querem sentir, tocar, se conectar com que faz. Em um mundo de produção em massa, feito em escala industrial e tudo igual, a busca por peças feitas à mão aumentou. Elas são únicas, tem história, carregam a intenção, o tempo e o cuidado por quem as produziu.

                       

O Hype deste ano

O Hype deste ano

Porque o novo hype de 2026 é o feito à mão? A tendência reflete uma mudança de comportamento que já vinha acontecendo. O público tem buscado valorizar no feito à mão, o tempo, o cuidado, a sustentabilidade e a exclusividade da peça. As pessoas tem reagido a saturação de produção em massa e de produtos idênticos, sem identidade. Em um mundo acelerado e digital, o feito à mão surge como um bom contraponto. Ele desacelera, acolhe e se transforma com a criatividade e o talento humano de quem produz, ele tem alma.

                 

        

Porque a peça feita à mão é um luxo?

Porque a peça feita à mão é um luxo?

O conceito de luxo mudou! Ele nasce da produção pela mão humana, ele não nasce da máquina, de uma produção em série. Não é sobre perfeição, até porque a peça feita à mão tem a sua beleza justamente na imperfeição, é o perfeito imperfeito. A produção manual nos mostra identidade e originalidade, e sem dúvida é uma peça única, singular, por isso ele se torna exclusivo, portanto ele se torna um luxo. Ele é tempo, é mão humana, é resistência, ele não é apenas um produto. O artesanal tem história, tem autor e tem humanidade em cada peça. Em um mundo dominado pela tecnologia, o artesanal ganha mais força ainda. Ele nos traz ancestralidade, ele carrega legado e verdade, e isso nenhuma IA consegue.

                

                

O propósito da fundadora

O propósito da fundadora

” Por trás de cada escolha, existe um olhar.”  É com este olhar sensível que é construída a curadoria da Almanata pela sua idealizadora e fundadora, Laura Gransotto. A curadora que está a frente da marca é designer de interiores há 04 décadas, com experiências anteriores como empresária e decoradora de ambientes. Atualmente ela também exerce a pesquisa de tendências para a marca e é criadora de conteúdo digital da Almanata. Em 2020 iniciou suas pesquisas sobre a evolução do artesanato no Brasil e em 2021 abriu a loja física em Florianópolis, que hoje está como plataforma, com a Galeria dos Artistas. Suas raízes moldaram o seu caminho, Laura cresceu convivendo com sua mãe, artista e artesã e acompanhou seus trabalhos com a arte e o artesanato. Dois grandes marcos em sua trajetória profissional foram significativos, ambos realizados em mostras de decoração, onde ela levou o artesanato e o design artesanal para os ambientes, ressignificando algumas manualidades para uma apresentação mais sofisticada. E é com este olhar apurado, de extremo bom gosto, de designer e decoradora que acompanha Laura em sua curadoria.

 

 

Tendências de Decoração

Tendências de Decoração

05 tendências de decoração deste ano que identificamos.
Uma coisa é certa, a casa estará cada vez mais com mais identidade dos seus moradores.
1. A valorização da cultura brasileira na casa. Um movimento da arte brasileira em toda a sua diversidade. A casa passa a contar histórias por meio das peças artesanais, referências culturais e artes nacionais, que traduzem toda a diversidade brasileira, de norte ao sul do país.
2. O feito à mão como valor. O valor do perfeito imperfeito, do original e singular, da peça única, não tendo outra igual. Peças artesanais ganham mais força nas escolhas deste ano, pois são carregadas de alma de verdade, tem história e a presença humana em sua produção.
3. As texturas em evidência. Materiais naturais, camadas táteis e o imperfeito no design de interiores. Pinturas com texturas, materiais orgânicos, superfícies mais táteis dos revestimentos sensoriais, e tecidos com fibras naturais ganham mais força na decoração da casa.
4. Tons terrosos em destaque. Presença de cores mais quentes e mais acolhedoras estarão dentro das escolhas. O minimalismo perde força, dando espaço a uma estética mais expressiva, e os tons intensos que remetem a terra e ao barro, irão estar presentes nas composições.
5. Madeira como protagonista. Sinais de retorno com força das madeiras nacionais com os veios aparentes. O móvel esculpido à mão, com a beleza que só a madeira natural tem, através de sua textura, com seus veios marcados e tons únicos, são destaques na decoração este ano.