Identidade local no consumo

Identidade local no consumo

Os consumidores estão em busca cada vez mais por autenticidade nos produtos. Aliado a este comportamento há também um interesse crescente pelo Hiperlocalismo. Ambos os comportamentos estão fazendo com que as marcas adotem novos modelos de varejo centrados na comunidade regional e local.  

Um novo momento no mundo

Fatores como as recentes tensões políticas que estão em curso, são propulsores às novas mudanças de comportamento no varejo. O modelo centrado na identidade local do produto é essencial para diminuir a dependência de produtos estrangeiros, e o fortalecimento da economia regional e local. 

Momento “feito em” com mais conexão

Além de fortalecer a economia nacional, ao adotar o modelo de varejo baseado na identidade local, as marcas podem estabelecer conexões mais profundas com seus clientes. As marcas brasileiras reavaliando os novos movimentos e buscando a valorização do selo “made in” certamente conquistarão os compradores que buscam definir sua identidade a partir de suas raízes.

ALMANATA: “O FEITO EM” vem ao encontro do “FEITO À MÃO”

Conclusão: os sinais do novo momento “FEITO EM” remetem à nossa marca, ao propósito que sempre nos acompanhou na jornada da valorização do artesanato local, e dos artesãos regionais para os consumidores que valorizam produtos autorais.A nossa bandeira sempre esteve erguida a favor do artesanato e design artesanal brasileiro. Peças feitas à mão são originais, autênticas e representam a nossa identidade nacional. Continuamos na defesa deste movimento, queremos mais do “made in brasil”. 

 

Estilo orgânico e objetos artesanais

Estilo orgânico e objetos artesanais

O estilo orgânico busca inspiração na natureza, com formas suaves, curvas fluídas e cores terrosas. Sua estética privilegia harmonia e serenidade, trazendo para os ambientes internos a beleza natural.

Aplicar esse estilo em casa pode ser simples: madeira clara em painéis, vasos de cerâmica natural, iluminação abundante, texturas de palha, pedra e tecidos. Objetos artesanais feitos à mão, usando matérias-primas orgânicas, completam o conjunto, criando ambientes personalizados e acolhedores. Neste contexto de um mood orgânico a iluminação natural é muito valorizada. A combinação de formas suaves, materiais naturais e objetos artesanais contribui para uma atmosfera única e personalizada.  Mais que tendência, o estilo orgânico traduz o desejo de viver em espaços conectados à essência da vida, criando espaços acolhedores e conectados com o mundo natural.  

Os cinco sentidos e a casa

Os cinco sentidos e a casa

Os aspectos sensoriais e suas interações modulam a percepção de aconchego e decodificam o conforto no lar. Estou falando da importância dos cinco sentidos na casa. 
O conforto do lar é decodificado por eles, que modulam nossas percepções.           

Olfato: aromas de flores, óleos essenciais, o café fresco ou um bolo no forno despertam sensações imediatas.

Audição: sons da vida cotidiana, risadas e músicas moldam memórias, enquanto a acústica do espaço protege contra ruídos externos.       

Visão: a luz natural é fundamental para saúde, produtividade e humor. Casas bem iluminadas regulam o ciclo biológico e melhoram o descanso. 

Paladar: cozinhar e compartilhar refeições intensifica vínculos, reforçando a cozinha como coração da casa.

Tato: texturas como madeira, pedra e tecidos despertam respostas sutis, conectando-nos à natureza.

Esses estímulos sinestésicos tornam os ambientes mais vivos e alinhados à nossa essência. Por isso a importância de trazer para o interior da casa os elementos naturais pois eles guardam familiaridade com a nossa própria essência.

Tendências que importam

Tendências que importam

O futuro do design não está no que é novo está no que é verdadeiro. O design está deixando de ser estética, está virando experiência, emoção, vínculo. É o valor do cuidado, da beleza do imperfeito. É a casa como espaço de cura, com design com alma, regenerativo, sensorial. O feito à mão não é passado, é potência. Design que toca, que cura, que transforma. É o feito à mão, com imperfeição e presença, ganha protagonismo e toca de verdade.  Artesanato brasileiro como forma de expressão cultural e os fazeres que são tendências atuais: cerâmica artística e utilitária, cestaria com fibras naturais, velas aromáticas e terapêuticas, tecelagem, arte têxtil, tear e bordado, artesanatos diversos com reciclagem, macramê moderno, crochê e tricô, objetos com a técnica de feltragem, artigos e esculturas em madeira e acessórios de moda com upcycling.

Ecologia social e o design

Ecologia social e o design

A nossa forma de estar no mundo, de projetar novos interiores e novos produtos para as nossas casas, mais do que nunca, precisa estar dentro da concepção: 
o nosso viver em comum. O design precisa contemplar as relações com o ambiente natural e com o ambiente social, em direção à ecologia social.

É quando o design entra com o cuidado na criação de produtos que contemplem o desenvolvimento sustentável como um todo, um conceito que vai além do que reduzir os impactos ambientais. ecologia social e o design caminham juntos para construir um futuro mais sustentável, onde as soluções são pensadas de forma integrada, considerando as relações entre as pessoas, o ambiente e a sociedade como um todo.Os exemplos de aplicação vão desde produtos multifuncionais e duráveis, uso materiais reciclados e recicláveis, ao design inclusivo. Os benefícios da integração entre a ecologia social e o design através de soluções que consideram as necessidades dos usuários, são o bem-estar humano, a preservação ambiental com as ações que visam reduzir os impactos, ao desenvolvimento sustentável através de soluções que equilibrem as necessidades sociais, ambientais e econômicas.  

Os objetos e os seus significados

Os objetos e os seus significados

“Os objetos devem nos fazer companhia”. A frase do mestre Achille Castiglioni dá uma pista sobre o papel dos objetos ao nosso redor. Eles vão além da funcionalidade, eles interferem em nosso cotidiano de vários modos: podem nos alegrar, divertir, irritar, acalmar, encantar…eles perpassam sentimentos e emoções. 

Fatores emocionais estão presentes em um produto e são identificados em três dimensões: visceral, comportamental e reflexiva, em graus diferentes e interações variadas. Também no tema sobre o poder dos objetos que promovam experiências agradáveis, há um estudo que se apoia em três pilares: design para o prazer (felicidade derivada do ato de aproveitar o momento), para o significado pessoal (perseguir objetivos próprios) e para a virtude (ser moralmente bom).

Independente da linha de pesquisa, percebe-se que a emoção que o objeto passa vai além da dobradinha, forma e função. Em alguns casos a estética ou a simbologia adquire até mais peso. Sabemos emocionalmente aquilo que nos toca, queremos manter perto dos nossos olhos e do nosso coração.